domingo, 29 de janeiro de 2017

O Dever de deixar para trás.



Caminhada na RJ 127 "Coqueiros"



Como as vezes é difícil deixar algumas coisas para trás!! Principalmente quando elas já fizeram parte de vários momentos de nossas vidas, nos momentos que mais precisamos elas estavam lá, tristezas, felicidades, conquistas... É difícil entender como as coisas funcionam, em uma hora somos tudo para alguém, e na outra somos apenas estranhos...
De verdade eu acreditava que as pessoas deveriam levar muito mais a sério o conceito de se envolver, de se doar para o próximo... uma vez um senhor me disse que atraímos para nós, somente aquilo que emitimos, com a mesma intensidade temos tudo isso de volta, possivelmente verdade, que é o que mais tem sentido...
É difícil para aquele que acredita e confia nas próprias convicções, de que devemos valorizar e tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados, quando tudo que recebemos é algo que não esperávamos ser proporcionado a nós, indiferença, falta de comunicação, de carinho, de atenção..Etc.
Conheço algumas pessoas que sabem oque é isso, eu também sei, é difícil... Você faz planos, se dedica e entrega sempre o melhor de você, apenas na esperança de ver seu próximo bem.
Mas depois de algum tempo você vê tudo tomando outro rumo, tudo que acreditava ser verídico, se mostrando na realidade ser de outra forma, os momentos, as palavras e os sorrisos... Eram todos de mentira?
Parece que tudo que fazemos, e tempo que dedicamos, não tiveram valor nenhum, e somos simplesmente deixados de lado, sem cogitação nenhuma, muitas vezes pagamos caro pela pureza e boas intenções em um mundo onde tudo corre de forma contrária, para você a pessoa se torna o sentido de tudo, mas pra ela talvez você seja o sentido apenas de um momento, talvez isso explique algo nisso tudo... 
Porém apesar de tantas decepções e aprendizados, não desisti de acreditar no que acho correto, acredito ainda na pureza de algumas pessoas, e honestamente espero poder emitir esse tipo de sentimento, e trazer todo esse tipo de sentimento equivalente de volta a mim...
Apesar de acreditar nessas minhas convicções, aprendi a levantar da mesa quando o amor não está mais sendo servido, aprendi que para estarmos bem, primeiramente precisamos estar bem conosco... 
Se nos valorizarmos, sempre estaremos bem para dar nosso melhor a nós mesmos e ao próximo, parece clichê, mas se valorizar é muito importante, aínda mais para as pessoas que amam demais, e sempre colocam a vontade do próximo em pauta, e a sua própria em secundária..
Nesse passar do tempo e decepções, vi o quanto que as pessoas me ensinaram, me ensinaram a ter mais motivos para viver, ser bem mais independente, e acima de tudo, acreditar mais em mim mesmo.

2 comentários:

  1. O eterno dilema entre se entregar à vida, ceder aos riscos e viver as experiências ou se reservar e, assim, garantir uma existência mais serena, talvez, mas certamente menos educativa, instigante e elaborada sentimentalmente. Atracar ao porto ou se lançar ao mar aberto? Não é fácil decidir.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Certamente que viver nos baseando na bússola das emoções, encontraremos vários conflitos com nosso lado racional, sair da zona de conforto mesmo que psicologicamente nos trás riscos, mas que são necessários para quem deseja mudanças, minha idéia é se lançar ao mar aberto, com leveza e equilíbrio, do nosso "yin yang" emocional/racional, Roberta, muito obrigado pelo seu comentário, estou lisonjeado por ter comentado, aqui, adoro a forma que escreve, e espero poder ler textos novos no seu blog em breve!? Beijão

      Excluir